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June 17, 2008

Placa de som – As responsáveis pelo áudio em seu computador

Antes da invenção da placa de som, um computador conseguia reproduzir apenas um bip. Mesmo o computador sendo capaz de alterar a freqüência e a duração deste bip, não havia como alterar o volume ou criar outros sons. Nos anos 80, os computadores foram evoluindo e conseqüentemente os fabricantes introduziram placas adicionais dedicadas ao controle de som, e não demorou muito para elas se tornarem comuns. Como o próprio nome diz, as placas de som são dispositivos responsáveis por prover o áudio gerado em seu computador. Hoje em dia, é difícil encontrar uma placa-mãe que não tenha uma placa de som onboard (integrada). Neste guia, vamos informar as principais características e os funcionamento das placas de som, e com isso, ajudá-lo a avaliar com mais conhecimento os modelos disponíveis no mercado.

Som multimídia – Saiba com funciona

A placa de som recebe o som em seu formato nativo, um sinal analógico contínuo de uma onda sonora que contém várias freqüências e volumes em constante variação. A placa de som pode tratar mais de um sinal por vez, permitindo que se grave sons em estéreo. É neste ponto que entra em cena os conversores denominados ADC (Conversor Analógico-Digital) e DAC (Conversor Digital-Analógico).

O ADC tem a função de digitalização dos sinais sonoros. A placa de som recebe estes sinais de um dispositivo externo, como por exemplo, um microfone ou um instrumento musical. O som vindo destes dispositivos é disponibilizado por sinais analógicos. Entretanto, os computadores usam somente informação digital, sendo necessário fazer uma conversão de analógico para digital e é justamente esta conversão que o ADC faz.

Para ouvirmos o som emitido pelos computadores, conectamos à placa de som caixas acústicas ou fones de ouvido. Entretanto, para o áudio chegar até os nossos ouvidos por estes dispositivos, é necessário fazer outra conversão: a de sinais digitais para sinais analógicos. Essa tarefa é feita pelo DAC.

Taxas de amostragem

A garantia de que a freqüência das placas de som será reproduzida com fidelidade depende da “taxa de amostragem”, ou número de vezes que a amostra é colhida(ou a intensidade do sinal é medida) em cada segundo. As taxas de amostragem utilizadas na indústria variam de 8 KHz (qualidade de telefone, para digitalizar voz) até 96 KHz (utilizada no áudio em DVD, discos padrão Blue-Ray e trilhas sonoras de TV de alta definição, ou HDTV). As “placas de som de oito bits” geralmente usam uma taxa de amostragem de 11.025 Hz enquanto as controladoras mais sofisticadas, que obedecem ao padrão de qualidade de CD, usam taxas de amostragem quatro vezes maiores, ou 44,1 KHz, a mesma usada nos CDs de áudio. Quanto maior a taxa de amostragem, maior será a fidelidade da reprodução das freqüências, especialmente as mais elevadas.

Resolução das placas de som

A resolução de uma placa de som envolve dois fatores: a quantificação, medida em bits, e a amostragem, medida em KHz. No mercado, podemos encontrar placas de 32, 64 ou 128 bits. Na verdade, a maioria das placas sonoras trabalha com resoluções de 16 bits, diferentemente das mais antigas que trabalhavam com 8 bits, com exceção para alguns modelos mais sofisticados, que podem trabalhar com mais bits. Portanto, os números maiores que 16 informados nas especificações, indicam a quantidade de tons simultâneos que a placa pode usar. Os tradicionais 16 bits são suficientes para reproduzir com grande qualidade e eficiência os sons que somos capazes de ouvir e, por isso não há a necessidade de trabalhar com mais bits. As placas que possuem mais bits são usadas para evitar perda de qualidade em algumas aplicações, e mesmo possuindo grande fidelidade sonora nem sempre notamos a diferença.

Canais de áudio

Mostram quantas caixas de som você pode conectar na placa. As mais simples suportam dois canais(direito e esquerdo) e existem no mercado placas que suportam canais extras, a tecnologia surround, o que proporciona um melhor aproveitamento do som. Já os sistemas de som 5.1, 6.1 e 7.1 indicam que a placa suporta trabalhar com cinco, seis ou sete caixas, além de uma caixa usada para tons graves, o subwoofer.

Conexões disponíveis:

Existem placas com diversos tipos de conexões, dependendo do modelo e do uso do dispositivo, as mais comum são:

- Line-In – entrada que permite a conexão de aparelhos sonoros;

- Line-Out – entrada que permite a conexão de saídas de áudio, como caixas de som e fones de ouvido;

- MIDI – entrada que permite a conexão de instrumentos musicais;

- SPDIF – entrada que permite a conexão de aparelhos externos;

- Speaker – entrada que permite a conexão de caixas de som sem amplificação própria;

- MIC – entrada para um microfone.

Características que você deve levar em consideração na hora da compra

- Quantos canais têm (5.1, 6.1, 7.1, etc.), lembrando que quanto mais canais e conseqüentemente mais caixas, melhor será o aproveitamento dos recursos disponíveis na placa;

- Conversão digital-analógico (medida em bits) e suas freqüências de amostragem (medida em kHz);

- Conversão analógico-digital (medida em bits) e suas freqüências de amostragem (medida em kHz);

- Se tem entrada ou saida SPDIF (Sony/Philips Digital Interface), o que permite a conexão de aparelhos externos;

- Conexões: entrada e saída (do tipo coaxial, óptica, MIDI e outros componentes como por exemplo FireWire);

- Procure o equipamento que melhor atenda as suas necessidades.

Ivna 2:10 pm
Categorias: Placas de Som
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